Cortinas fechadas
Mais de um século de espetáculos em Natal.
Teatro Alberto Maranhão é referência no estado no segmento, mas precisa de mais investimentos.
É assim que começa a matéria em comemoração aos 105 anos do TAM publicada hoje no jornal Diário de Natal. Referência no estado, pois todos querem se apresentar lá. Isso é fato. Por se tratar de um teatro tradicional e que dispensa apresentações.
O que poucos sabem é da hipocrisia e intolerância medíocre que o cerca. Á exemplo disso o posicionamento da direção do querido teatro, que em reunião com os representantes das escolas de dança de Natal, determinou a quantidade e restringiu os dias possíveis para apresentações de balé. Domingos, nem pensar.
E ainda, em sugestão infame, perguntou por que esses espetáculos não são realizados em espaços como o auditório do Hotel Vila do Mar. Absurdo que um espetáculo que merece e deve subir ao principal palco cultural cidade tenha que se mudar para outro espaço a puro desejo de uma funcionária.
Indignação
A única tentativa de se sobressair dessa situação foi uma série de e-mails trocados entre diretores e pessoas envolvidas com projetos artísticos em geral onde explicitavam seus posicionamentos.
“Aqui nessa cidade não se consagra ninguém, ao menos que você ganhe algum prêmio ou apareça nas telinhas da TV Nacional! A Dança potiguar produz muito e não temos espaço para dançar, realmente aonde vamos parar?”, afirma indignado Anderson Leão, diretor do Gira Dança por e-mail a classe artística.
O teatro está cada vez mais decadente, sem acesso para artistas usuários de cadeira de roda, nem lâmpadas suficientes para se fazer um espetáculo básico. “A mesa de som comprada há 15 anos já não comporta mais os espetáculos que recebemos”, afirmou João Maria Ferreira, técnico do TAM, em matéria do DN.
Fica cada vez mais claro que os únicos que poderão se apresentar no tombado patrimônio histórico e artístico do Rio Grande do Norte são os espetáculos vindos do Rio e de São Paulo, que possuam no mínimo um artista Global, cobrem ingressos absurdos ou que no mínimo rendam pano pra manga em colunas sociais.
Por: Caroline Reis
Para ler a matéria do DN: http://www.diariodenatal.com.br/2009/10/12/cidades1_0.php
Um comentário:
Isso mesmo Caroline! Endorso suas palavras é um absurdo mesmo o que a direção está fazendo de nosso palco maior! Sem comentar na desarticulação que a diretoria do TAM tem com a OSRN e a própria Fundação José Augusto! É isso que a "amiguinha da Governadora" está fazendo com a arte do RN!
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