sábado, 7 de novembro de 2009

Vozes de Mestres em Natal





A programação inicia com show do Egberto Gismonti e da Déa Trancoso numa partilha de palco que não foi feita por acaso. Déa é grande admiradora do trabalho de Egberto, músico com carreira mundialmente reconhecida. A recíproca é verdadeira. Quem quiser escutar um pouco, é só visitar o perfil dela no site do Vozes.

Egberto e Déa voltam ao palco do teatro Alberto Maranhão na quarta, dia 11, para a mesa-redonda "Brasil: Quem somos nós e como chegamos a ser quem somos?".

Déa ainda vai ministrar, ainda, a oficina Corpo e Voz entre os dias 12 e 14 de novembro, no Solar Bela Vista. As inscrições podem ser feitas no site.

Quem também volta a dar oficina é Germana Arthuso, montando mais um Mural em Cerâmica com o público que estiver passando pela Praça Augusto Severo na terça, dia 10.

O grupo Clássico da EDTAM apresenta espetáculo quinta, dia 12 ás 15h e a Cia de dança do TAM , ás 20h ambos no Teatro Alberto Maranhão.

TODA a PROGRAMAÇÃO É GRATUITA!
Para participar das oficinas basta se inscrever no site e para assistir os espetáculos retirar o ingresso 30 min. antes.


Programação completa disponível no site: http://www.vozesdemestres.com

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Programa SINAPSE



O Projeto Tela Livre é um projeto de extenção do Curso de Comunicação Social da UFRN. E consiste na produção de um programa de televisão, que visa promover a experiência dos estudantes das três habilitações do Curso de Comunicação Social (Jornalismo, Rádio e TV e Publicidade e Propaganda) em atividades relativas às práticas de mercado, como reportagem, produção em televisão, assessoria de comunicação, edição de vídeos, divulgação publicitária. Neste ano, o programa experimental recebeu o nome de SINAPSE, o qual terá seu conteúdo voltado para a divulgação das atividades da Feira de Arte, Ciência e Tecnologia da UFRN (CIENTEC). Os dois programas produzidos serão veiculados na TV União nos dias 22 e 23 de outubro, ás 12h30.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Cientec

A partir do dia 19 acontece na UFRN XV Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (CIENTEC). O tema deste ano é “Arte, Ciência e Tecnologia: descubra o seu universo”. O evento acontece na Praça Cívica do Campus Central da UFRN.

Em destaque o Ciclo de Palestras: "Gestão e Produção Cultural".

Local: Sala Multiuso da CIENTEC - Praça Cívica

Dia 21 - quarta-feira - 17h

Abertura: Panorama da Política Cultural no Brasil

Dia 22 - quinta-feira - 17h

Programa da Lei Djalma Maranhão; Elaboração de Projetos Culturais. Palestrante: Scila Gabel (FUNCARTE-RN)

Produção Cultural. Palestrante: Josenilton Tavares (FUNCARTE-RN)

Dia 23 - sexta-feira - 17h

Marketing Cultural. Palestrante: Ilana Félix (FUNCARTE - RN)

Produção para eventos culturais. Palestrante: Roseane Cristina Dantas Brandão (FUNCARTE-RN)

Inscrições: http://www.cientec.ufrn.br/

Aproveeeeitem!

Humor

Constatação.
Por Agamenon Mendes Pedreira*

Esta fraude no exame nacional do Enem é a prova (oral e escrita) de que o movimento estudantil continua mais morto do que nunca! A nossa gloriosa UNE, União Nacional dos Encostados, não mexeu uma palha e ainda por cima exige que cada estudante pague meia-entrada para fazer a prova fraudada.

Enem que a vaca tussa

Como todos os grandes líderes estudantis, nunca frequentei os bancos escolares. Graças à minha ignorância completa, me destaquei dos outros estudantes e acabei entrando para o movimento estudantil. Foi nesse ambiente desprovido de cultura e educação que encontrei outros iguais a mim que queriam mudar o Brasil. Só não sabíamos se país se escrevia com "s" ou com "z".

Nessa época remota do século passado, conheci outros estudantes profissionais como eu: o José Dirceu, o Genoíno, o Serra, o Cabo Ancelmo Góis, Aldo Rebello e o atual prefeito de Caxias, Underbergh Farias. Como não tínhamos nada para estudar, passávamos o tempo todo organizando passeatas, fazendo pichações e invadindo as professoras gostosas. Não necessariamente nessa ordem. Nossa maior luta foi pela inclusão do capim e da alfafa no bandejão da faculdade.

Mas Enem tudo está perdido! Esta fraude no exame nacional do Enem é a prova (oral e escrita) de que o movimento estudantil continua mais morto do que nunca! A nossa gloriosa UNE, União Nacional dos Encostados, não mexeu uma palha e ainda por cima exige que cada estudante pague meia-entrada para fazer a prova fraudada. O mais incrível disso é que não fui eu (nem ninguém ligado à Família Sarney) que armou essa megafraude.

O Enem, assim como a Mega Sena , acumulou! Quem estava no comando da quadrilha era um DJ e os estudantes acabaram todos dançando. A Polícia Federal só não conseguiu ainda descobrir qual foi o DJ que roubou as provas. Os federais suspeitam do DJ Patife, do DJ Canalha e do DJ Marginal.

O fato é que o governo bobeou e o ministro da Inducassão vai ter que ficar de recuperação quando o governo Lula entrar de férias. Assim como a gravidez, toda essa roubalheira e pouca vergonha poderia ter sido evitada. Era só rodar as provas do Enem na gráfica do Senado.

Agamenon Mendes Pedreira é fraudador de provas do ENEMA.


*Colunista do Jornal O Globo, Rio de Janeiro. Coluna publicada em 11 de outubro 2009.

Para ler mais: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/10/546919-humor++agamenon.html

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

TAM

Cortinas fechadas


Mais de um século de espetáculos em Natal.

Teatro Alberto Maranhão é referência no estado no segmento, mas precisa de mais investimentos.

É assim que começa a matéria em comemoração aos 105 anos do TAM publicada hoje no jornal Diário de Natal. Referência no estado, pois todos querem se apresentar lá. Isso é fato. Por se tratar de um teatro tradicional e que dispensa apresentações.


O que poucos sabem é da hipocrisia e intolerância medíocre que o cerca. Á exemplo disso o posicionamento da direção do querido teatro, que em reunião com os representantes das escolas de dança de Natal, determinou a quantidade e restringiu os dias possíveis para apresentações de balé. Domingos, nem pensar.


E ainda, em sugestão infame, perguntou por que esses espetáculos não são realizados em espaços como o auditório do Hotel Vila do Mar. Absurdo que um espetáculo que merece e deve subir ao principal palco cultural cidade tenha que se mudar para outro espaço a puro desejo de uma funcionária.


Indignação

A única tentativa de se sobressair dessa situação foi uma série de e-mails trocados entre diretores e pessoas envolvidas com projetos artísticos em geral onde explicitavam seus posicionamentos.


“Aqui nessa cidade não se consagra ninguém, ao menos que você ganhe algum prêmio ou apareça nas telinhas da TV Nacional! A Dança potiguar produz muito e não temos espaço para dançar, realmente aonde vamos parar?”, afirma indignado Anderson Leão, diretor do Gira Dança por e-mail a classe artística.


O teatro está cada vez mais decadente, sem acesso para artistas usuários de cadeira de roda, nem lâmpadas suficientes para se fazer um espetáculo básico. “A mesa de som comprada há 15 anos já não comporta mais os espetáculos que recebemos”, afirmou João Maria Ferreira, técnico do TAM, em matéria do DN.


Fica cada vez mais claro que os únicos que poderão se apresentar no tombado patrimônio histórico e artístico do Rio Grande do Norte são os espetáculos vindos do Rio e de São Paulo, que possuam no mínimo um artista Global, cobrem ingressos absurdos ou que no mínimo rendam pano pra manga em colunas sociais.

Por: Caroline Reis

Para ler a matéria do DN: http://www.diariodenatal.com.br/2009/10/12/cidades1_0.php





Protesto



Artistas enfrentam poder público para não retirada do Circo Grock de Candelária.

Crédito foto: Fábio Cortez

Pra quem quer dançar!

Escola de dança do TAM abre inscrições para novos alunos

Estão abertas até dia 15 de outubro, as inscrições para novos alunos da Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão. Os interessados nas aulas de balé clássico devem procurar a escola que fica na Rua Chile, Ribeira.

Para realizar a inscrição é necessário apenas um documento de identificação e ter no mínimo 5 anos de idade, não há idade limite.

Todos os inscritos passaram, ainda, por um teste de aptidão física entre os dias 9 e 10 de dezembro. Os selecionados iniciam em fevereiro de 2010.

A escola oferece também aulas de dança de rua, danças populares e dança contemporânea. Para essas turmas não é necessário participar da seleção anual, basta procurar a secretaria da EDTAM.


Inscrições para Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão

Data: Até dia 15 de outubro em horário comercial.

Valor: Gratuito

Local: Rua Chile, 106, Ribeira.

Maiores informações: 3232 9726/ 32117069.

Artigo

Natal, Cidade Celofane

Vocês já ouviram falar da Cidade Celofane? Está em processo de constituição este que deve ser o mais novo conceito do urbanismo na contemporaneidade. Natal - o Trampolim da Vitória ou, como é mais conhecida nos dias atuais, a Cidade do Sol - introduz esse revolucionário conceito. Explico.

A Cidade Celofane, como parece que, brevemente, ficará conhecida a cidade de Natal, é constituída a partir de princípio bastante simples, mas nunca vislumbrado anteriormente, um verdadeiro "Ovo de Colombo''. Ao longo das principais vias da cidade e seus viadutos, foi instalada uma iluminação colorida (verde, azul, vermelha etc.), predominantemente verde. Num primeiro olhar, a nova iluminação deixa a todos perplexos. Seria a aproximação do Natal, da Semana Santa ou de alguma outra data festiva? Seria porque, em Natal, "todo dia é dia de Natal?", todos se perguntam. Após longa reflexão, concluí que se trata, mesmo, da aplicação deste novo conceito de cidade: a Cidade Celofane.

Olhem só as vantagens. Natal está sobre terreno arenoso, o que significa que fazer crescerem árvores frondosas é tarefa que requer certo cuidado e muito tempo. Após anos de desleixo por parte das autoridades responsáveis, a cidade deixa muito a desejar no que diz respeito à arborização das ruas. Para agravar o problema, num projeto de urbanização acerca do qual pouca gente ouviu falar - a reforma da avenida Bernardo Vieira -, uma centena de árvores adultas foi derrubada para dar espaço a um corredor de ônibus. Somem-se a estas, as tantas outras árvores prejudicadas com o estreitamento da avenida Salgado Filho/Hermes da Fonseca. A Cidade Celofane - predominantemente verde - corrige tudo isso: se Natal não pode ser verde de dia, que seja verde de noite!

Outro aspecto importante do desenvolvimento desse novo conceito (lembrem-se de registrar a patente!) é que a Cidade do Sol passa a ser também, à noite, como Paris, a "cidade da luz'', só que, por enquanto, verde. E agora sugiro: como a nova iluminação pode confundir o motorista , seria interessante que ela acompanhasse o sinal de trânsito, mudando sincronicamente do verde para o amarelo e para o vermelho. Já imaginaram o efeito? Ah! E, que tal, para combinar com a atividade humana que nelas se desenvolve predominantemente, fazer uma iluminação toda vermelha nas avenidas Roberto Freyre e Erivan França e em algumas ruas do Alagamar, área anexa ao Conjunto Alagamar, que já foi parte da Vila e hoje é pomposamente chamada de Alto de Ponta Negra? Très chic! Como em Amsterdam, teríamos em Natal um charmoso "bairro de luz vermelha''. Que moderno! Desculpem-me, com tanta luz, que pós-moderno!


Normalmente, mundo afora, em cidades de portes variados e diferentes configurações, iluminam-se os monumentos e também os principais edifícios públicos quando de interesse histórico ou artístico. Mais importante, as ruas são iluminadas. Em Natal, enquanto freqüentemente, nos noticiários, evidenciam-se as carências do sistema de provisão de serviços públicos, inclusive de iluminação pública em ruas e praças das áreas mais pobres da cidade, a Cidade Celofane cresce. Além das vantagens já discutidas que proporciona, importa sabermos: por quê? Acredito ter descoberto uma resposta plausível: a Cidade Celofane, com seu brilho e transparência embora ainda sem os laços de fita, tem um simbolismo. É como se fosse um embrulho, um presente, uma oferenda a todos os visitantes ilustres que lotam as dezenas de vôos charters que aterrissam em Natal. Eles merecem.


Márcio Moraes Valença
Especial para O Poti
O texto é de 2007, mas tá valendo!

domingo, 11 de outubro de 2009

Crônica

No tempo em que olhava para as nuvens

Por Caroline Reis


Tudo era mais simples quando passava horas olhando para as nuvens a
descobrir com que se pareciam e no que poderiam se transformar a cada vento. Tudo era
mais simples, quando a criança obediente aos pais deitava mesmo sem sono, sem
conseguir dormir e passava a observar as marcas das telhas velhas que cobriam o
quarto, o fato de serem velhas jamais incomodou, as telhas marcadas pelo tempo abriam
espaço para minha imaginação capaz de contar histórias a cada noite de ansiedade por
um novo dia.

Menina que mesmo sem ter muito que fazer era só ansiedade, ansiedade que a
cada novidade, cada viagem, cada acontecimento aumentava ainda mais. Perdia o sono,
a fome, mas a imaginação continuava lá para abrandar e por vezes diminuir minhas
inquietações. Lembro-me como dormir era chato e nem sei como era capaz de afirmar
que dormir era perda de tempo. Apesar de todos a minha volta sempre dizerem que
devia aproveitar a tranqüilidade da infância, em que não tinha com que me preocupar,
não dava muita atenção, sempre com subtextos e milhares de perguntas na mente. Na
minha cabecinha ingênua tudo era capaz de ser qualquer outra coisa, semelhante ou não.
Torneira se transformava em microfone de rádio, espelho em TV particular, rachaduras
na parede em mapas que revelavam o tempo.

Não faz muito tempo que isso aconteceu, mas já sinto essa fantasia distante
de mim. Não tenho mais o mesmo tempo. Acho que já entrei na fase em que não se
pode escapar do sistema. Se é que isso é real. Ao olhar para as nuvens o máximo que
consigo ver é se vai chover ou não para saber se devo levar o guarda-chuva. As telhas
que alimentavam histórias em mim passaram a me incomodar e logo foram substituídas
por telhas novas. A ansiedade foi omitida por um maço de cigarros, vício maldito sem o
qual já não vivo. Na maior parte do tempo o que quero fazer é dormir, minhas olheiras,
eternas companheiras refletem a falta que o sono me faz. Os subtextos deram lugar aos
resmungos, a insatisfação de uma quase escrava disfarçada de assalariada.

Deitar sem olhar para o teto, deitar sem pensar no amanhã, a não ser nas
contas a pagar, sair antes de escurecer, chegar quando estão todos a dormir. Como era
bom o tempo em que podia sentar na calçada, observar pessoas, carros, estrelas e deixar
as horas rolarem até escutar um grito de ordem me tocando pra dentro. Quando 21h já
era tarde para se estar na rua, quando arrumar a casa era diversão, ler era passatempo,
jornal era coisa de adulto, guerra coisa de livro e as nuvens eram o que eu queria que
fossem.

Publicada na Revista Ensaios – n.1, v.1, ano 1, 2º semestre de 2008, Publicação de graduandos da Universidade Federal Fluminense